sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Também não entendi...

Um acadêmico conceituado, leitor do Opinião, me perguntou porque a Governadora Ana Júlia exonerou, na semana passada, o defensor público Roberto Martins do cargo de Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos de seu governo, este indicado pelo PC do B.Te digo, professor, também não entendi.

Pode ser porque, mesmo tendo a SEJUDH 0,26% do orçamento do Estado para desenvolver uma política pública das mais importantes e de maior visibilidade, este nunca foi requisito para o PC do B deixar de realizar a sua parte através de seus filiados na Secretaria.

Pode ser também pelo fato de que mesmo este orçamento sendo menor do que era na época dos tucanos, não deixou a SEJUDH de estabelecer um paradigma de participação popular, realizando dezenas de conferências que contaram com a participação de milhares de pessoas em todo o Estado e fazendo funcionar, mesmo com parcos recursos, os conselhos de controle social que a ela estão ligados.

A explicação pode estar também no fato de que nestes 30 meses, políticas avançadas como a aplicação da Lei Maria da Penha renderam a construção das Casas Maria do Pará, como a recém inaugurada em Abaetetuba, trazendo recursos inéditos para o Estado, e etc, etc e tal.

O fato é que, além da medida ser abrupta, já que o secretário tinha há pouco sido nomeado como Secretário efetivo, até onde eu sei, faz tempo que o Governo não faz um balanço mais pormenorizado de suas políticas, pelo menos envolvendo todos os partidos que contribuíram com a vitória de Ana Júlia, que como todos sabem não se elegeu sozinha.

A explicação talvez realmente esteja no que O Jornal L fala quase todo dia:trocam-se os ccupantes das cadeiras pra ampliar-ou tentar ampliar- a base "aliada"na Assembléia.É possível que a bancada do PP seja mais amável com o governo popular, mas isso nem de longe vai significar que a base social dos "progressistas" Gerson Peres e Zé Neto irá aderir à um projeto mais avançado.

Recordar é viver.A falecida coligaçãoUnião pelo Pará, reunia mais de 10 partidos mas isso não foi suficiente pra fazer Almir Gabriel vencer a eleição.Quem votar verá.
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Direita sem agenda, governo sem ousadia


O episódio Lina versus Dilma, e a teimosia renitente da oposição em voltar ao tema demonstra claramente a falta de agenda do PSDB, DEM e outros para enfrentar o debate político.A oposição não consegue elevar o nível.Há tempos em Brasília não se trata de problemas efetivamente importantes no congresso nacional.

Infelizmente, a atitude de Dilma não ajudou.Fica claro que houve o tal encontro e provavelmente, um assunto que poderia ter se tornado corriqueiro desgasta a provável candidata de Lula e do PT.

Lula continua o inabalável.As pesquisas do IBOPE demonstram que quase um terço do eleitorado hoje, votaria em um candidato apoiado por ele.A crise financeira internacional, bem diferente do que pensavam seus opositores não causou o estrago esperado e a economia brasileira, fruto dos investimentos públicos, renúncia fiscal e políticas de inclusão social vai se recuperando.

Por outro lado o fato novo de possível candidatura de Marina Silva pelo PV, ameaça a eleição plebiscitária pensada por Lula.E demonstra que a eleição presidencial pode ter ingredientes novos, quem sabe, uma discussão programática mais rica, em que pese os limites do PV.

Além disso, o PSB se assanha e alguns setores pensam na possibilidade de que apresentem-se mais candidaturas na base de Lula do que ele mesmo gostaria.

O bom mesmo seria que Lula, aproveitando um momento de falta de propostas da oposição, coordenasse uma contra-ofensiva capaz de acelerar as mudanças que precisamos.Reformas importantes ainda são postergadas.A reforma política, a reforma tributária, a reforma agrária são emergenciais.Não sabemos o que o destino nos reserva e se hoje temos um governo mais avançado é necessário trabalhar com mais afinco para que as mudanças aconteçam.O comodismo nunca foi bom pra nenhum governo.É necessário ousar e não contar em absoluto com a capacidade da galinha de colocar ovos em 2010.

O Brasil, a exemplo da América Latina, pode viver um momento rico no ano que vem, desde que tenhamos a capacidade de colocar o destino do Brasil na pauta e não apostemos em fazer uma eleição em banho-maria.É preciso ousar.
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

O micróbio...

De tanto falar da crise do Senado, um dos leitores do blog criticou minha posição de simplificar a crise, o que poderia, segundo ele, ser interpretado como uma defesa de Sarney.Leia-se, jogar a sujeira pra debaixo do tapete...Ora, vamos enfrentar o debate.
Está clara a necessidade da oposição inventar crises, aceitas de pronto pela grande mídia, para substituir a falta de um debate mais profundo, de projetos.Transforma-se uma possível reunião da Ministra Dilma Roussef e a ex-Secretária da Fazenda no maior acontecimento do país, colocando-o no centro do debate político.Diga-se de passagem sem discutir exatamente o teor da conversa mas se esta existiu ou não.
E se a orientação que foi dita-pela Lina- que não foi dita-pela ministra- foi realmente dada pela provável candidata do PT à presidênciaNo dizer da própria Lina, a expressão utilizada por Dilma foi a de ¨acelerar¨as investigações sobre as empresas de Sarney.Agilizar, fazer andar mais rápido.A ex- secretária então, interpretou, que deveria concluir a investigação.Haja subjetivismo.

Ora, entrando no mérito-já que todos só falam disso-, pergunta-se, o que realmente quis dizer de errado-se é que foi dito- enquanto orientação de uma Ministra de Estado responsável pela condução política do governo e atenta aos desdobramentos de uma relação no Senado e os impactos para o Governo Lula.
Como dizia um amigo, o micróbio da merda do cavalo do bandido, leia-se, coisa de ¨grande importância¨ tomando conta da pauta nacional.
Uma sugestão aos nobres representantes do povo em Brasília.Fazer um levantamento minucioso sobre as obras do PAC e seu andamento nos Estados, conferindo o cronograma de obras e as metas do Governo.Taí uma pauta importante para o país que pode chegar à algum lugar.
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sábado, 15 de agosto de 2009

A balela do Fora Sarney

A mídia grande repercutiu as manifestações pelo Fora Sarney em várias capitais nesta sexta.Pra quem já participou do Fora Sarney em 1988 bate até uma saudade, no entanto é bom se vacinar contra as saídas facilitadas.

Primeiro, quando a esmola é muita o santo desconfia, portanto, duvide quando a Globo, a Record e a SBT mostram uma manifestação de 150 pessoas.Segundo, perguntar não ofende:se o Sarney sair fora, poderemos ter um Arthur Virgílio, ou um Heráclito , ou um Renan de novo.O que muda na atual conjuntura política, é a posição destes quanto ao projeto democrático e popular em andamento, a sua relação com o governo Lula.Um presidente atrasado, em relação ao projeto, pode acelerar ou atrasar as mudanças que queremos ver acontecer.

Quem acompanha a crise do Senado há mais tempo sabe há muito tempo que o problema é de origem.As casas legislativas e os representantes do povo, ou no caso dos Estado-Senado-, são eleitos com grande manipulação e a corrupção é um fato quase natural à sua função.Ou estranha-se o fato da maioria dos senadores e deputados elegerem-se com recursos do grande capital.

É triste dizer isso mas a corrupção é inerente ao capitalismo, pois as casa legislativas são formadas por pessoas que, na grande maioria das vezes, representam interesses do capital, financeiro, industrial, dos dois ou de segmentos destes.Não se trata portanto de uma questão individual, trata-se de uma questão de classe.Enquanto a maior parte do povo não entender isso, não vamos mudar esse quadro.

A coisa só vai funcionar na medida em que a socieddae brasileira forjar uma nova mentalidade, um outro tipo de representação, que na sua maioria represente os setores populares.Isso sim é mudança verdadeira.O resto é mudança de pessoas e não de projetos.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Globo X Record: a podridão vem a tona


A guerra declarada entre a Rede Globo e a Rede Record que veio à tona com mais força esta semana curiosamente tem prestado um grande serviço à opinião pública:mostrar os interesses, muitas vezes torpes que movem a grande mídia no Brasil.Nunca se ouviu tantas verdades na televisão.

A Globo, por conta da perda avassaladora para a sua rival nos índices de audiência, escancarou novamente as críticas ao pastor Edir Macêdo, retomando as denúncias que já haviamsido feitas pelo Ministério Público contra o pastor milionário.As denúncias demonstram, o que muita gente já sabe, que o dinheiro dos fiéis, na maioria das vezes pessoas muito humildes, têm servido para beneficiar e enriquecer os chefes da igreja servindo inclusive para financiar a atividade da Rede Record e sabe deus o que mais.

Da parte da televisão da Igreja Universal houve o resgate de todas as manobras já feitas pela Globo para beneficiar seus aliados políticos e desgastar seus adversários.A sua relação com a ditadura militar, a campanha contra Lula em 1989 e várias outras situações nas quais a Globo demonstrou seu papel conservador.

Essa briga serve para demonstrar as distorções do sistema de comunicação no Brasil.As concessões de rádio e TV sempre foram moeda de barganha política e instrumento dos grandes grupos nacionais e regionais.É o caso do Pará onde temos os dois grandes grupos, os Maiorana e a RBA que monopolizam a opinião pública e estão à serviço dos grupos políticos que têm se revezado nos governos estaduais e federais.Este tipo de prática , de relação promíscua entre os chefes do poder e a mídia, confronta com o tipode tratamento que tem sido dado às rádios comunitárias, tratadas pelo Ministério das Comunicações com extrema violência.

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Caras pintadas:mistura de política e ousadia


Há 17 anos atrás, a UNE-União Nacional dos Estudantes- e a UBES-União Brasileira dos Estudantes Secundaristas realizavam a primeira grande passeata daquele que ficou conhecido como o movimento dos caras - pintadas.Para mim a data se reveste de importância por dois aspectos:o político e o pessoal.Na época, presidindo a UBES, eu e todas as lideranças, tínhamos consciência do esforço em mobilizar a juventude, naquele momento pelo impeachment de Collor, na época presidente.Segundo dados da imprensa local, a Folha de São Paulo, esta primeira passeata reuniu mais de 15 mil estudantes na Av. Paulista.A segunda manifestação no dia 25 de agosto reuniu, segundo dados da Folha 200 mil estudantes, sendo a maior concentração estudantil desde a histórica passeata dos cem mil em 1968.Neste dia, a UBES já unificada, era presidida pelo também paraense Mauro Panzera.Para ter uma idéia foram necessários cerca de 30 trios elétricos para tentar coordenar a passeata.

Diferente do que sempre quis dizer a grande mídia, não foi a Rede Globo a autora da mobilização estudantil e muito menos as mobilizações foram espontâneas.Estas foram construídas politicamente, nos debates em assembléias e salas de aula que culminaram nas históricas manifestações que tomaram o Brasil, mas que tiveram início a partir das manifestações contra os aumentos abusivos das mensalidades-1988- e depois na jornada nacional que aprovou o direito à meia-entrada em diversos estados do país-1990-, inclusive aqui no Pará tendo a frente a gloriosa UMES.

Na época, a capacidade política e a decisão das lideranças, em especial do PC do B e do MR-8 foram decisivas para construir o movimento a partir da base, iniciando um ciclo de grande renovação das lideranças do movimento.As mobilizações demonstraram o enorme potencial dos movimentos, quando têm uma bandeira coerente e um método adequado.

A grande sacada, a grande diferença é que já antevíamos a necessidade de um movimento mais leve, menos carrancudo, que pudesse incorporar parcelas mais amplas da juventude já desacostumada do embate pesado dos anos 80 contra a ditadura.Por isso nossas passeatas eram movidas a música baiana, e o hino foi-isso já como estratégia de marketing que a Globo se aproveitou para tentar se colocar como a inspiradora do movimento- a música de Caetano Sem lenço e sem documento.A pintura do rosto com batom e depois com tinta guache foi uma consequência da necessidade de criar uma forma de protestar ousada e engraçada sem deixar de ser combativa.Quem disse que a política também não pode ser alegre.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O que realmente interessa!


Nao se faz politica sem emoção.Pra lutar por um mundo novo tem que ter amor.Como dizia o Legião Urbana:Todo mundo quer amor, todo mundo quer amor de verdade.
Pensando nisso, eu e muitos amigos antigos fomos pegos de surpresa com a notícia da morte do Manoelzinho, do Psol no dia 08 útimo, talvez até vítima da tal gripe suína.
De repente, veio à minha cabeça a nossa adolescência, de centenas de militantes do movimento estudantil que convivemos juntos na década de 80, cada um nas suas organizações, mas todos,cada um no seu quadrado, lutando por um mundo melhor.
Miguel, Maurilio, Humberto, Afonso, Marcílio, Botelho, Stéfani, Mauro, Bebé, Rose, Regininha, Josi, Carlos Lima,Flávio e Milene,Léo, Josué, Kilber,Jorginho e centenas de outros, que me perdoem a não citação,éramos quase crianças, discutindo o socialismo e a luta pela democracia.Quantas assembléias, passeatas, congressos, pixações, colagens, passagens em sala, noites sem dormir foram necessárias para que fossemos consolidando a luta por um novo Brasil.
Tudo o que alcançamos até hoje, e ainda é muito pouco, foi fruto da luta de todos, um pouquinho de cada um pra mudar este país.
O que realmente importa, o que vale nessa vida, é a nossa capacidade de contribuir para que este mundo possa ser melhor quando nos despedirmos dele, e isso é inexorável.Manoelzinho, que foi desde bem novo um lutador, nunca foi do meu partido, mas foi sim , como muitos daqueles que punham tudo na esperança, daqueles que apostavam na força da transformação social.Isso, e o que realmente interessa.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Enquanto isso na sala de Obama...


Por conta da crise do Senado e da guerra midiática ao seu redor, um assunto da maior importância quase passa despercebido esta semana em Brasília.Trata-se da reunião ocorrida entre Lula e Alvaro Uribe, na qual foi tratado o acordo entre Colômbia e os EUA para instalação de bases militares no país vizinho.
O Brasil, assim como a Venezuela, o Equador e a Bolívia têm demonstrado a sua divergência na implantação das mesmas e o fato deve ser enfrentado novamente na reunião da UNASUL -União das Nações Sul Americanas- em breve.Lá aguarda-se a presença de Uribe, pois o Chile,Argentina,Uruguai e Paraguai ainda não tem posição firmada sobre o assunto.

A situação merece a atenção da população brasileira, pois na prática, independente do simpático Barack Obama, a viabilização do acordo representa um intensificação do esforço de militarização por parte dos norte;americanos no continente.O acordo prevê a instaçao de sete bases militares na Colômbia tendo duração de dez anos, trará a presença de 1.400 soldados para a região representando um investimento de cinco bilhões de dólares.E bom citar o fato de que está prevista a instalação de bases militares na região de Apiay, na Amazônia colombiana em uma localização que fica somente a 400 quilometros da fronteira com o Brasil.Como vemos, não se trata somente de uma discussão diplomática.Trata-se da presença física da nação com maior poder bélico do planeta, pronta para agir em qualquer situação.

O presidente Uribe e o próprio Obama em declarações esta semana, minimizaram o tema e criticaram o que eles chamam de exagero de Chávez, que critica, com toda a razão, de forma veemente a presença de tropas americanas na América do Sul.Os EUA atualmente contam com cerca de 800 bases militares em todo o mundo.

Apesar das tentativas por parte de Obama de demonstrar que existe uma renovação na politica externa americana, os fatos demonstram que se trata de maquiagem e que acordos como este são uma clara reação dos EUA ao novo ciclo politico vivenciado na América do Sul, cada vez mais integrada e articulada em torno de interesses regionais soberanos.Não vamos nos enganar com o argumento de que as bases seriam para combater o narcotráfico e apoiar fisicamente ações humanitárias.A experiência histórica demonstrou que os EUA não tem boas intenções quando se trata de presença militar, principalmente quando estamos falando de uma região com grandes riquezas em biodiversidade, minérios e outras.
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Barraqueiros Ridículos!!















Seriam engraçadas se não fossem ridículas, as cenas de troca de acusações entre os senadores, amplamente divulgadas pela imprensa ontem.Verdadeiro bate boca- cheio de xingamentos e algumas curiosidades, chegou perto da discussão dos participantes do programa A Fazenda da Record, perdendo em qualidade, claro.Entre acusações de cangaceiro e amigo de empreiteiros, Jeiressati e Renan Calheiros expuseram à opinião pública a pobreza politica presente no Senado.
Curiosamente, o PSDB depois de iniciar a campanha pela saída de Sarney, agora queixa-se de denuncismo por parte do PMDB.Este resolveu reagir apresentando uma representação ao Conselho de Ética contra Arthur Virgilio.Como o feitiço virou contra o feiticeiro, é possível que o PSDB dê uma recuada pra ganhar um fôlego.

Infelizmente, o Senador do PT Tião Viana, perdeu a oportunidade de ficar calado, ao prestar irrestrita solidariedade a Arthur Virgilio por este estar sendo acusado na Comissão de Ética.Pobre injustiçado.Nas palavras de Tião Viana a crise não pode ser partidarizada nem ser creditada a disputa eleitoral de 2010!!!Lula deve estar se remexendo na cadeira com esta bancada no Senado, pois sabe muito bem que em política não existe espaço para titubear e se o PMDB de Renildo e Sarney resolve roer a corda, seu governo estará em grandes dificuldades-ainda maiores-no Senado refletindo no final de seu mandato, que no final das contas é do PT.

Quanto a relação entre a crise no Senado e a disputa de 2010, sabe-se que os tucanos não estão nem aí para quem Sarney ajudou a nomear e os atos secretos, muito menos o DEM que faz mais de 12 anos controla direta ou indiretamente a Diretoria Geral do Senado.O que realmente está em jogo é a correlação de forças entre governo e oposição que pode proporcionar crises para o Governo Lula neste momento, o resto é firula!

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Dignidade tucana

Depois do longo discurso de Sarney em sua defesa no Senado, com o qual, pelo visto o ex- presidente foi para a ofensiva, os senadores do PT livraram- se de um mico ao recusar-se em assinar uma nota conjunta pelo Fora Sarney, ao lado da oposição.
O PT, que tem 12 senadores seria a cereja do bolo dos tucanos, que ao lado do DEM e do PDT articulava o movimento auto denominado Frente pela dignidade do Senado.Triste é ver lideranças importantes servir de massa de manobra de gente como o Arthur Virgílio, um dos maiores defensores outrora de FHC e agora um dos principais expoentes da oposição sem discurso que bate em Lula.
Para aqueles, como Mercadante e outros que temem a opinião publica e por isso justificam a sua posição de ficar quase em cima do muro, caindo pro lado de lá, é bom lembrar que o que desgasta é andar com gente como Arthur Virgílio, que assumiu publicamente que aceitou dinheiro de Agaciel, empregou funcionário fantasma e ainda recebeu ressarcimento de quase um milhão de reais por conta dos gastos de saúde de sua família, coisas que estranhamente, a grande mídia, em especial a rede Globo procura não dar ênfase. Deve ser deste tipo de dignidade que os tucanos andam falando.
A resposta a crise do senado vai ser dada pelos eleitores no ano que vem, onde espera; se que haja uma renovação desta casa que parece mais um museu, antro de conservadores.A população brasileira quer saber mesmo e daqueles que estão comprometidos com um novo projeto de desenvolvimento, que traga emprego, saúde e educação.Aos senadores restaria, no fim do mandato de vários, preocupar;se com as grandes questões nacionais, tratando os deslizes parlamentares dentro dos limites que merecem, sem super valorizar o que não merece. Cuidar do Brasil.
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