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De vez em quando me deparo com um amigo que não vejo há anos.Às vezes, a notícia de um conhecido querido que morreu.Também é comum, por falta de tempo ficar sem ver pessoas especiais por semanas, que se transformam em meses, que se transformam em anos.
De repente, descobri a distância do tempo.Pode ser, que, por conta das inúmeras atribulações do bendito cotidiano, deixemos de conversar com quem podemos aprender, observar o que pode nos dar prazer, rir das piadas, amar os amigos.É triste descobrir que o sistema nos rouba até o nosso tempo.Onde quer que estejamos estamos correndo ou pensando em correr.Produzir, ganhar dinheiro, sobreviver.Abrindo mão , talvez, do que seja essencial.Buscar o prazer de viver.
Não falo do prazer das festas, da bebida, do sexo,Isso também é importante.Falo do prazer que está ao alcance de nossa mão.A conversa, o abraço, a liberdade, a atitude.
Abaixo a ditadura do tempo e com ela o controle da nossa agenda, das nossas emoções.Revolução já do nosso tempo.Inclusão social de todos os que amamos.Avançar nas mudanças do comportamento.Reforma constitucional de nosso coração.Sem amor, não existe verdadeira solidariedade.
